
segunda-feira, 16 de Novembro de 2009
sexta-feira, 13 de Novembro de 2009
quinta-feira, 12 de Novembro de 2009
terça-feira, 10 de Novembro de 2009
O Muro e a Crise
No final das contas, um Neo-cons em 2009 é como um comunista visto por um neo-cons em 1990.
Etiquetas:
Crise,
Muro de Berlim,
Neoconservadorismo
segunda-feira, 9 de Novembro de 2009
Obrigado, Gorbi.

Quando eu era pequeno via um senhor na televisão com uma grande mancha na careca. Gostava muito dele, era o feitio geográfico da mancha que me fazia gostar dele (dava ares da forma da Gronelândia). Também gostava dos gorros, das ogivas a passear numa praça (Vermelha) e do "Carlos Fino RTP Moscovo!" Mas era só isso.
20 anos depois: obrigado Gorbi.
sexta-feira, 6 de Novembro de 2009
DAR O PODER ÀS PESSOAS
Confesso que estava a pensar falar sobre a apologética dos crucifixos nas salas de aula, mas…
Ainda a respeito da questão do envolvimento dos cidadãos e do poder local, lembrei-me da análise feita às experiências de mediação comunitária. A mediação de conflitos, em si, surge como resolução de litígios alternativa à via judicial. Aqui trabalham-se as relações, separam-se as posições (não pago!)dos interesses (não pago porque sinto que não estou a ser respeitado!) e almeja-se o ganho das duas partes. Há, de facto uma responsabilização, mais do que uma culpabilização e pretende-se um acordo essencialmente duradouro.
Um professor brasileiro (Vilson Malchow) a propósito do modelo de mediação comunitária, refere que se trata de um “instrumento de manutenção da coesão entre os membros de uma determinada comunidade, uma vez que para além de resolver conflitos e preservar relacionamentos, transmitia às partes envolvidas a noção de que elas mesmas eram capazes de encontrar uma solução para as questões em disputa. (…) A partir do momento em que a comunidade passa a ser menos dependente do Estado para a resolução dos seus conflitos, cria-se um ambiente propício ao exercício da cidadania (…)”
Esta lógica de empowerment parte da descentralização da tomada de decisão. Ao dar o poder às pessoas, potenciamos a sua real motivação e abrimos portas à liderança responsável. Os cidadãos reconhecem finalmente a sua utilidade de uma forma autónoma e independente.
Sinceramente, penso que em grande medida as pessoas se permitem ao afastamento dos espaços de discussão e de decisão. É verdade, o clientelismo existe. Mas não sejamos ingénuos. Porque razão a política provoca a alienação das pessoas? Será a falta de credibilidade dos políticos? Será a falta de transparência? Serão estes factores suficientes para provocar alienação? Não haverá antes um compromisso superior com a democracia chamado: PARTICIPAÇÃO?
Ainda a respeito da questão do envolvimento dos cidadãos e do poder local, lembrei-me da análise feita às experiências de mediação comunitária. A mediação de conflitos, em si, surge como resolução de litígios alternativa à via judicial. Aqui trabalham-se as relações, separam-se as posições (não pago!)dos interesses (não pago porque sinto que não estou a ser respeitado!) e almeja-se o ganho das duas partes. Há, de facto uma responsabilização, mais do que uma culpabilização e pretende-se um acordo essencialmente duradouro.
Um professor brasileiro (Vilson Malchow) a propósito do modelo de mediação comunitária, refere que se trata de um “instrumento de manutenção da coesão entre os membros de uma determinada comunidade, uma vez que para além de resolver conflitos e preservar relacionamentos, transmitia às partes envolvidas a noção de que elas mesmas eram capazes de encontrar uma solução para as questões em disputa. (…) A partir do momento em que a comunidade passa a ser menos dependente do Estado para a resolução dos seus conflitos, cria-se um ambiente propício ao exercício da cidadania (…)”
Esta lógica de empowerment parte da descentralização da tomada de decisão. Ao dar o poder às pessoas, potenciamos a sua real motivação e abrimos portas à liderança responsável. Os cidadãos reconhecem finalmente a sua utilidade de uma forma autónoma e independente.
Sinceramente, penso que em grande medida as pessoas se permitem ao afastamento dos espaços de discussão e de decisão. É verdade, o clientelismo existe. Mas não sejamos ingénuos. Porque razão a política provoca a alienação das pessoas? Será a falta de credibilidade dos políticos? Será a falta de transparência? Serão estes factores suficientes para provocar alienação? Não haverá antes um compromisso superior com a democracia chamado: PARTICIPAÇÃO?
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