quarta-feira, 10 de Fevereiro de 2010

Orçar a discussão

Em legislaturas de pendor parlamentar, ou seja, com governos de maioria relativa, existirá maior propensão para uma discussão mais pobre em plenário? Por outras palavras, dado o nível maior de negociação e aproximação entre os partidos, a discussão em plenário tende a orientar-se para questões não direccionadas para contas públicas.

Poderá ser uma boa hipótese, contudo, em Portugal a pobreza de argumentos é rainha.  

terça-feira, 9 de Fevereiro de 2010

Não viveremos com medo uns dos outros...

A propósito do momento noticioso nacional, sobre a Liberdade de Expressão...

A interessante intervenção de um grande jornalista americano dos anos 50, Edward Murrow no seu programa "See it now" da CBS.



"Não devemos confundir desacordo com deslealdade: nunca nos podemos esquecer que uma acusação não constitui prova e a condenação assenta em provas e no respectivo processo legal.


Não viveremos com medo uns dos outros. Não seremos conduzidos pelo medo e ele não nos há-de tornar irracionais.


Se recuarmos às origens da nossa História, relembrar-nos-emos que não somos descendentes de medrosos, nem de gente que tem medo de escrever, de se associar, de falar... Mas de gente que defendeu causas, que no momento da sua defesa não eram populares.
Podemos negar a nossa herança e a nossa História, mas não poderemos escapar aos resultados e às consequências do que fizérmos.


Proclama-mo-nos, onde e com quem estivermos, como defensores da liberdade, onde quer que ela exista por esse mundo fora. Isso tem consequências
."

terça-feira, 2 de Fevereiro de 2010



Para ver melhor clicar na imagem ou neste link

segunda-feira, 1 de Fevereiro de 2010

Afonso Costa não caíu das nuvens, muito menos Cunhal


Finalmente, o país oficial dá alguma visibilidade à revolta do 31 de Janeiro, um dia que marcou para sempre os destinos do país. O 31 de Janeiro foi um reflexo das oportunidades políticas desencadeadas pela crise social e económica (consolidadas pela humilhação do Ultimato Inglês de 1890) que grassava em Portugal no início da década de 90 do séxulo XIX. Em períodos de crise, com menor capacidade coerciva do Estado, a acção colectiva pode emergir mais facilmente e o 31 de Janeiro é um efeito de uma crise de Estado.


1. Não se pode falar bem da república porque há sempre alguém daquela amálgama bem portuguesa do monáquico-conservador-liberal que nos vai dizer: a República foi um regime jacobino que ofereceu violência em detrimento de um regime liberal revigorador.

2. A República para além da "violência" (contra coup d'etats conservadores-católicos) desembanhou outras armas, em especial contra o analfebetismo gritante e a favor dos direitos civis (liberdade religiosa, direito ao divórcio, direito a um não católico a ser enterrado em cemitérios) e pelo simples facto de colocar em prática a ética republicana da despersonalização da política e ter acabado com o princípio da hereditariedade.

3. O problema desta amálgama é que não coloca a questão por outro prisma: as mudanças de regime em Portugal desencadearam processos de prática violenta ou exagerada (confrontar: anticlericalismo da I República e PREC) devido à natureza conservadora dos regimes que as antecederam.
Nós sabemos que a República exagerou contra os padres, sabemos que o processo de transição democrático foi marcadamente socialista, todavia não podemos por de parte a ideia de que esse caminho foi uma consequência de um outro. Afonso Costa não caiu das nuvens, muito menos Cunhal.

terça-feira, 1 de Dezembro de 2009

Direitos Humanos... para os obreiros do futuro ou o presente vai assumir?

terça-feira, 24 de Novembro de 2009

rádioalidade

(para quem anda de carro, estuda, trabalha, toma banho, etc e tal ao som da "caixa")
Estou farta! Pior do que zapping de tv, é zapping de rádio.
Sou uma menina que gosta de ouvir rádio. Tento resistir a ligar o gadget ao carro e ouvir som seleccionado e personalizado por/para mim. Preciso dos separadores, a alternância de programas, e o quente das vozes.
Em Aveiro não consigo encontrar uma frequência musical que goste...digo a horas decentes e a um ritmo constante. Há uns nichos, umas emissões especiais que convém descortinar entre tanta comercialóide (a sonoridade é toda semelhante) e as músicas de sempre que, apesar de clássicos, são tantas vezes repetidas que nem podemos aninha-las na memória.
Quero um projecto por uma rádio alternativa em Aveiro!!! :) Não faltarão candidatos. Avancem.
Por agora tenho dito...talvez quem sabe porque não um dia...tenha dito e feito!

segunda-feira, 16 de Novembro de 2009

Educar 02 - Escola Pública VS Colégios Privados